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01/01/2008

Quem é a coordenadora?

Esta minha apresentação não pretende ser formal. Algumas pessoas na Califórnia, principalmente as que estão ligadas à educação, lembram-se que fui anteriormente Leitora de língua e cultura portuguesas pelo Instituto Camões, na California State University, Stanislaus (Turlock), entre 1993 e 1998.

Essa experiência mudou literalmente a minha vida, a nível profissional e pessoal (o meu filho nasceu em Modesto, por exemplo). De então para cá nunca mais me afastei muito tempo da Califórnia e tenho sempre, ao longo destes anos, tentado manter as excelentes relações de amizade, de trabalho e de colaboração que se foram desenvolvendo. Por isso, regressar como Coordenadora do ensino português é quase como voltar a casa - assim como quem vai passar longas temporadas agradáveis com parentes queridos.

Como devem imaginar, quem viaja muito mas não emigra definitivamente, mantém um namoro constante com o seu país e as terras de eleição onde lhe acontece morar. Assim é comigo. As saudades dão-me para ver Portugal em toda a parte, tentando fazê-lo mais presente somente pela possibilidade de poder dele falar aos portugueses que encontro na Califórnia. E claro, as minhas memórias e vivências do que é Portugal e do que é português podem ser bastante diferentes das vossas.

Mas que surpreendente, não é, podermos reconhecer que apesar disso estamos definitivamente ligados por qualquer coisa que vai além da freguesia onde cada um nasceu, ou de onde cada um partiu para o mundo. Eu sou da Pena, numa das colinas de Lisboa. E passei grande parte da minha infância a ver o Rio Tejo da minha janela, em Algés.

Mas agora, no caminho diário para a universidade, ou nas minhas visitas a escolas por essas distâncias fora, lembro-me mais é do Alentejo, que um dia vi descrito no Modesto Bee como "the joy of empty".


31/12/2007

Onde moro em Portugal

Embora tenha nascido em Lisboa já vivi no sul (Alentejo, Algarve) e agora vivo no Norte, entre Aveiro e o Porto. Escolhi o Furadouro por mero acaso, mas encantou-me a possibilidade de quase viver em cima da areia, numa espécie de baluarte que se chama Barramares.

O Furadouro era originalmente uma pequena vila piscatória, mas hoje é a praia preferida de muita gente desta zona. No entanto, à excepção dos fins-de-semana e meses de Verão, podemos quase acreditar que a praia nos pertence. Vejam lá as minhas fotos em baixo e digam se não tenho razão.

Pode-se fazer muita coisa no Furadouro e região de Ovar. Pescar, meditar, fazer surf, caminhar, andar de parapente, velejar, olhar simplesmente o mar ... .

Vivendo geralmente à beira do mar, podem acreditar que é dele que tenho mais saudades quando passo muito tempo na Califórnia Central. Claro, é uma sorte Monterey não ficar muito longe.