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20/03/2010

3ª Oficina para Professores de Português

No dia 13 de Março realizou-se na Universidade de Berkeley a 3ª edição da oficina para professores que a CEP.CA organiza duas vezes por ano - na Primavera (Califórnia central) e Outono (Califórnia do sul).

Este evento contou com a participação de 20 professores, relacionado-se o tema das apresentações com a introdução à aprendizagem do Português em todos os níveis de ensino. O sítio web da oficina reune os materiais e recursos apresentados.

25/07/2009

Novas perspectivas para o Ensino Português na Califórnia III

É preciso uma aldeia para educar uma criança | It takes a village to raise a child


Esta frase tem-se tornado cada vez mais popular entre aqueles que acreditam que a educação das novas gerações, ontem como hoje, não é só um dever dos pais, da escola, da igreja, ou do estado, mas sim uma tarefa colaborativa e uma responsabilidade que vincula a sociedade em geral. Olhada deste modo, a educação diz respeito a todos, tenham ou não filhos e netos a estudar. Todos somos educadores, todos podemos participar, todos podemos fazer a diferença no desenvolvimento das nossas crianças e jovens. Ou pelo menos podemos tentar.

No caso do Ensino Português a aceitação consciente deste desafio social e cívico torna-se ainda mais necessária e evidente. Penso não ser novidade nenhuma afirmar que a utilização e o conhecimento da língua portuguesa está em declínio na Califórnia. A continuar o actual estado de coisas, o Português como língua de comunicação e intercâmbio nas famílias, nas associações, no mercado de trabalho morrerá com o desaparecimento progressivo das gerações mais velhas. De quem é a culpa? A culpa não é de ninguém em particular, mas é de todos em geral.

Por um lado, existem forças poderosas em actuação na sociedade americana (como aliás em outras sociedades multi-étnicas) que podem constituir sérios obstáculos à sobrevivência de uma língua e cultura minoritária como o Português. Todas as minorias sentem a pressão da aculturação e da assimilação e esta luta é geralmente ganha pela tendência maioritária (main stream) em apenas 3 gerações - os netos dos imigrantes já não falam (pelo menos com a fluência desejável) a língua dos seus avós. Por outro lado, mesmo aqueles que tentam resistir a essa perda das raízes e da identidade, sentem muitas vezes baldados os seus esforços quando os jovens a elas renunciam de tão boa vontade, inconscientes do seu empobrecimento linguístico e cultural.

No entanto, o apagamento progressivo das línguas de imigração não está escrito nas estrelas, não faz parte de um destino amaldiçoado, nem é uma perda irreparável. Tal como acontece em muitos lugares do mundo (e Portugal é cada vez mais um deles) existem sociedades em que se fala mais do que uma língua, acontecendo que estas podem ter igual estatuto enquanto línguas oficiais (na Europa, o caso da Suíça é paradigmático). A coexistência de várias línguas na sociedade e nos indivíduos que a constituem implica uma ordem de conceitos diferentes da assimilação forçada, tais como o respeito e o gosto pela individualidade e a diferença, a crença no grande poder de aprendizagem da mente humana e a possibilidade de cada um poder assumir vários papéis, ter diferentes grupos de pertença e transitar de uns para outros sem prejuízo da sua auto-imagem.


Dos 16 anos que já levo de conhecimento das comunidades luso-descendentes da Califórnia, e procurando eu mesma o equilíbrio entre as duas línguas e culturas a que mais sou exposta, penso não errar muito ao afirmar que existe entre os educadores (principalmente pais e professores) um grande desconhecimento das possibilidades que ainda nos restam para contrariar a inércia linguística presente, de tendência monolingue com predominância do Inglês. Por exemplo, quantas vezes observo que estando dois adultos de origem portuguesa conversando na sua língua, logo que se dirigem a uma criança ou jovem mudam para Inglês sem reparar ou, falando com a criança ainda em Português, logo traduzem para Inglês. Porque razão tendem as pessoas a falar em Inglês com o meu filho quando ele foi criado em Portugal? Será por pensarem que após 2 anos na escola americana ele já devia ter perdido a sua língua materna? Mas o caso mais espantoso para mim é, isso sim, a capacidade que muitos já adquiriram de na mesma frase dizerem palavras alternadas em Português e Inglês, com uma fluência invejável naquilo a que se costuma chamar portinglês.


Para alterar estas situações teremos de conhecer alternativas, fazer conjuntamente um esforço consciente para não perder as oportunidades que ainda se oferecem e contrariar maus hábitos adquiridos. A sobrevivência de qualquer língua reside em dois simples princípios que se reforçam mutuamente: a motivação dos falantes para a sua aprendizagem e a ocasião para o seu uso. Motivar e utilizar. Quanto maior motivação, maior utilização e vice-versa.


Encontrar estratégias individuais, familiares e comunitárias para a sobrevivência do Português na Califórnia é na verdade o grande desafio enfrentado pelo Ensino Português. Embora as políticas de língua pensadas em Sacramento ou Lisboa possam vir a contribuir ou facilitar a permanência e a expansão do Português no sistema de ensino na Califórnia, dificilmente Portugal pode criar mais cursos nas escolas públicas deste estado, cuja ausência se criticava num artigo recente do jornal Emigrante/Mundo Português. Essa tarefa só pode caber às próprias comunidades, grupos de pais e educadores que, agindo directamente junto dos distritos escolares das suas áreas de residência, peçam a criação de opções de Português. Mas para isso também será preciso formar uma nova geração de professores que queiram assegurar o futuro de novos programas, para além de se conseguirem os fundos que permitam o seu desenvolvimento. Em suma: Advocacia, Formação de Professores, Investimento no Ensino Português.


É minha convicção de que as comunidades luso-americanas na Califórnia estão realmente interessadas em assegurar a continuidade da sua herança linguística e cultural (e uma não vive sem a outra) e integrar por direito a comunidade mais vasta do mundo lusófono. E acredito que estão preparadas para enfrentar esse desafio com os seus próprios meios, encontrando parceiros e colaboradores para os seus projectos locais e regionais. Nesse sentido a Coordenação do Ensino Português propõe para este próximo ano lectivo de 2009/2010 três princípios estratégicos que vão guiar os seus projectos de desenvolvimento. São esses princípios:

I. PARCERIA

A CEP.CA define-se como parceira natural de várias instituições no contexto educativo na Califórnia, apoiando escolas, professores, alunos e famílias, incluindo a atribuição de bolsas e ofertas de material de ensino e cultura. No entanto, não possui um estatuto legal no contexto americano que lhe permita actuar como entidade pública e potenciar o seu investimento no Ensino Português (EP).

A formalização de parcerias com instituições educativas luso-americanas para fins não lucrativos, permitir-lhe-á realizar projectos que envolvem a angariação, gestão e distribuição de contribuições monetárias por parte de indivíduos e organizações, aplicáveis directamente em programas de EP (dedutíveis no IRS). Ou seja, o investimento directo que Portugal faz no EP na Califórnia através da Coordenação, pode ser melhor rentabilizado e reforçado pelo envolvimento das comunidades e instituições locais, as quais, ao tornarem-se parceiras da CEP.CA, tornam-se, simultaneamente, co-responsáveis na sua acção.

Em Setembro de 2009 será lançado o projecto ADOPT-A-PORTUGUESE-SCHOOL ao qual as escolas, professores e alunos poderão candidatar-se através da apresentação de projectos de desenvolvimento e formação. Por seu lado, todos os indivíduos, associações, empresas, etc. interessados em apoiar directamente o EP poderão fazer uma contribuição (desde $5) para um programa ou escola da sua eleição, que passam a adoptar. No final do ano lectivo será contabilizado o investimento total efectuado pela CEP.CA e pelas comunidades no EP, serão publicados os resultados e publicamente distinguidos os 3 mecenas mais generosos.

II. PROMOÇÃO

No momento em que Portugal desenvolve uma campanha de renovação da sua imagem no mundo, promovendo o talento nacional e procurando dar a conhecer o seu carácter distintivo, são de aproveitar essas sinergias em todos os contextos onde se promove a lusofonia. Tanto as populações luso-descendentes, como a sociedade americana no geral, desconhecem muitas destas novas perspectivas sobre Portugal e os portugueses.

As escolas, os professores e as famílias podem conjuntamente desenvolver e promover o talento local numa perspectiva de integração global. Deste modo, a promoção do bilinguismo activo e equilibrado (Português e Inglês) é não só um caminho por excelência para a valorização da herança linguística e cultural, como também acentua os seus potenciais benefícios futuros para as novas gerações, principalmente nos campos da educação e do trabalho. Por essa razão, o recentemente criado selo da CEP.CA contém um dístico latino ("ex familia verbum", da família vem a língua) que chama a atenção para a importância do papel da família e da comunidade no seu todo para o legado e manutenção da língua.


Neste âmbito vai ser lançado até final de Outubro de 2009 o primeiro Clube de Pais e Professores (presencialmente e na internet) que pretende estudar as questões do bilinguismo, trocar materiais, ideias e estratégias para utilizar na família e comunidade e promover a motivação para os jovens falarem mais Português entre si, com os adultos e online. Este modelo será estendido a todas as comunidades na Califórnia que mostrarem interesse em criar o seu próprio Clube.


III. PARTILHA


O desenvolvimento de uma cultura de colaboração entre todos os profissionais da educação é um dos grandes objectivos transversais da Coordenação. Dados os primeiros passos no ano passado, pretende-se avançar agora mais ágil e eficazmente na circulação, disseminação e partilha de recursos e materiais produzidos pelos próprios professores, os quais, publicados em suporte electrónico, poderão ser reutilizados e adaptados em diversos contextos de ensino (ver por exemplo PORTULAN 1 e PORTULAN 2).


Para além disto, com a recente aprovação dos novos World Language Content Standards pelo Departamento de Edução da Califórnia, pode-se avançar na criação de um currículo comum de trabalho para o EP no 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino Básico. A partilha destes instrumentos de trabalho entre escolas de ensino público e comunitário, permitirá planear sequências mais longas de EP, desde o nível pré-escolar até ao secundário, ganhando o Português um prestígio consentâneo com o seu estatuto de língua global.


Assim, vai continuar a desenvolver-se a comunidade de aprendizagem e prática PORTULANO (Portuguese Language Network Online), centrada no desenvolvimento profissional e qualificação profissional e de programas, com presença na internet através de uma rede de sítios.

Embora estes projectos venham a ser posteriormente descritos em mais promenor, quem desejar informações adicionais pode enviar um email a Ana Cristina Sousa para acsousa@csustan.edu ou portulan.online@gmail.com.

15/07/2009

Portal das Escolas

"O Portal das Escolas é uma nova plataforma digital de referência das escolas em Portugal, em que professores, alunos, pais e encarregados de educação podem encontrar os principais serviços em linha relacionados com a vida nas escolas."

Principais funcionalidades do Portal das Escolas

No Portal das Escolas, poderá encontrar as seguintes funcionalidades principais:

  • Recursos educativos
    Através da área 'Recursos', o Portal das Escolas disponibiliza conteúdos educativos que podem ser utilizados no ensino. Este repositório de recursos educativos digitais pode incluir textos, imagens, vídeos ou músicas. Os utilizadores registados podem ainda introduzir recursos no portal;
  • Roteiro das escolas
    Na área 'Escolas', o utilizador poderá consultar informação de caracterização dos estabelecimentos de ensino nacionais portugueses;
  • Notícias e eventos da Educação
    Na área 'Notícias', pode consultar notícias e eventos sobre temas da educação.

NOTA:
Os professores de Português no estrangeiro poderão eventualmente aceder e registar-se como utilizadores deste portal. Informações sobre este assunto estarão disponíveis dentro em breve. Por favor contactar a Coordenadora.

ePostal de Lisboa


Aceder

Chegar a Lisboa em Junho após quase um ano de ausência é sempre um prazer cheio de surpresas. Junho é um mês buliçoso, o culminar da temporada antes das prometidas férias de Verão, altura em que Lisboa pode então fazer a sesta ao fresco da brisa ribeirinha.

E que lindo é o Tejo ali perto das Docas de Alcântara. O Centro de Congressos de Lisboa foi um sítio bem escolhido para ir ouvir novidades sobre o Plano Tecnológico da Educação (PTE) que o Governo Português está a desenvolver com o intuito de "colocar Portugal entre os cinco países Europeus mais avançados ao nível de modernização tecnológica do ensino".

O "Fórum de Lisboa sobre TIC e Inovação na Educação" (Lisbon Forum on Innovative Approaches to ICT in Education) foi organizado pela Coordenação do PTE (Ministério da Educação) nos dias 18 e 19 de Junho, reunindo prestigiadas personalidades nacionais e internacionais, para além da participação da Ministra da Educação na sessão de abertura.

Eis a minha primeira surpresa: a elevada qualidade do serviço prestado aos participantes, totalmente gratuito, incluindo tradução simultânea, lanches e o almoço de sexta-feira.

A minha segunda surpresa: o público era constituído por uma maioria de professores portugueses das escolas públicas até ao ensino secundário.

A minha terceira surpresa: pela primeira vez desde meados dos anos 90, quando comecei a conviver com a tecnologia no ensino e a participar em congressos semelhantes, senti que em Portugal se está a formar uma comunidade profissional de educadores (e não só de académicos) com quem finalmente poderei passar a discutir estes temas a partir de uma realidade comum, ainda que com experiências diferentes. É na verdade agradável ver assim validados os nossos esforços após anos de trabalho mais ou menos solitário.

Só por isso valeu a pena a visita. E não tive nenhum pejo em dizer publicamente à audiência o como me sentia orgulhosa em poder regressar à Califórnia e apresentar o caso português como um exemplo a ter em conta em matéria da utilização das tecnologias no ensino e formação de cidadãos do século XXI.

No entanto, não fui só eu a gabar o avanço e o esforço do investimento tecnológico português no ensino. Repetidamente os oradores estrangeiros o fizeram. E esta foi a minha quarta surpresa: pela primeira vez vi em acção uma parceria constituída pelo governo de um país (Portugal) e três das maiores corporações do mundo em matéria de tecnologia: a Cisco, a Intel e a Microsoft. E se esses senhores dizem que Portugal já é um estudo de caso, então é porque deve ser mesmo.

Na verdade, Portugal é um dos membros fundadores do projecto internacional "Avaliação e Ensino das Competências do Século XXI" (Assessment and Teaching of 21st Century Skills Project) , conduzido pela Universidade de Melbourne, a par da Austrália, Finlândia, Singapura e Reino Unido. Entre os objectivos deste projecto contam-se o desenvolvimento de um sistema de testagem por meio de computador das competências interdisciplinares dos alunos nas áreas da resolução de problemas, habilidades de adaptação, criatividade e capacidade para o trabalho colaborativo.

Pensando na tão diferente realidade tecnológica da maioria das escolas públicas e comunitárias na Califórnia, e no modo como poderemos vir a usufruir das sinergias recentemente criadas em Portugal, aproveitei ainda a participação neste fórum para me apresentar pessoalmente ao Coordenador do PTE, Dr. João Trocado da Mata, e saber novidades sobre a anunciada possibilidade de os alunos dos níveis elementares envolvidos no Ensino Português (EP) poderem vir a receber o computador portátil Magalhães, tal como está a acontecer com os seus colegas em Portugal.

A resposta não foi um inequívoco sim, mas delineou as possibilidades da sua concretização. Também em relação a este tipo de equipamento o Governo Português estabeleceu parcerias com terceiros, neste caso as operadoras de comunicações móveis, as quais fornecem também a ligação à internet. Assim, coloca-se a questão de saber se as operadoras portuguesas vão ou não estabelecer, por seu lado, parcerias com as operadoras americanas locais, permitindo a entrega desses computadores às crianças.

Embora não me pareça ser de todo impossível a realização destas intenções, tomando como exemplo as parcerias internacionais que referi acima, parece-me que o processo poderá ser muito moroso se não for ajudado pelos próprios cidadãos a quem se destina este benefício. Aqui ficam duas sugestões.

Por um lado, as comunidades luso-americanas na Califórnia poderão encontar uma forma de pressão política sobre decisores e agentes económicos através dos seus representantes (nomeadamente o Conselho das Comunidades), de forma a apressar o processo de entrega dos portáteis Magalhães.

Por outro lado, as comunidades e associações luso-americanas podem simplesmente adoptar a ideia e criar o seu próprio programa "Magalhães", contribuindo para a aquisição e distribuição de equipamento e materiais de ensino às escolas e alunos EP. A realização de um projecto local autónomo não depende de qualquer factor ou interveniente externo, mas somente do interesse e envolvimento de todos os que desejam oferecer as melhores oportunidades educativas às gerações mais jovens.

É nesse sentido que a Coordenação do Ensino Português (CEP.CA) vai lançar em Setembro o projecto ADOPT-A-PORTUGUESE-SCHOOL (Adopte-uma-Escola-Portuguesa) em parceria com associações educativas luso-americanas, o qual permitirá identificar exactamente as necessidades educativas de todas as escolas, professores e alunos EP na Califórnia, e reunir os esforços e contribuições de todos os que acreditam que a língua e a cultura Portuguesas também são um valor das comunidades luso-americanas.


15/10/2008

Conferência na Universidade de Toronto

Entre os dias 16 e 18 de Outubro vai realizar-se na Universidade de Toronto, no Canadá, a conferência "Ensino de Português nas Universidades da América do Norte: situação e desafios".

Apresento abaixo os slides de suporte à minha comunicação: Ferramentas de acesso livre para o ensino e aprendizagem do Português.

26/09/2008

Ensinar Português no Século XXI


Como se prepara hoje em dia um professor para ensinar Português a falantes não nativos? E mais especificamente, que competências devem os professores desenvolver para ensinar na Califórnia, não só a crianças, jovens e adultos luso-descendentes, mas também a falantes de outras línguas, sobretudo inglês e espanhol?

Imaginemos um(a) jovem que completa este ano lectivo o seu curso universitário e deseja ensinar Português no ensino secundário público. Se frequenta uma das poucas universidades que oferecem uma licenciatura em Estudos Portugueses (Major) poderá estar mais perto de realizar o seu sonho, mas ainda assim não poderá obter uma credencial estatal específica para a disciplina (Single Subject Teaching Credential), pela simples razão de que ela não existe. Não admira, por isso, que nos debatamos com um défice no número de profissionais qualificados que permita, por um lado, manter os programas existentes e, por outro, expandir a oferta com a criação de novos programas.

Recentemente, porém, parece ter sido criada uma via para a resolução do problema da falta de credencial para professores de Português. A exemplo do que já aconteceu anteriormente em relação a línguas como o Hmong, Cantonês, Árabe e Farsi, entre outras, a Comissão para a Certificação de Professores (California Commission on Teacher Credentialing) vai permitir a criação de um exame que ateste as competências dos professores de Português, chamado CSET: LOTE (California Subject Examinations for Teachers: Languages Other Than English Examinations). No entanto, embora teoricamente se tenha aberto esta importante janela de oportunidade, nem o processo de candidatura das instituições que deverão administrar o exame foi posto em marcha, nem se conseguem ainda identificar os interlocutores no Departamento de Educação que poderão promover directamente esta causa.

A curto e médio prazo, a resolução desta questão deve ser encarada como central na agenda do Ensino Português na Califórnia. E como "ave só não faz ninho" gostaria de pedir a todos os que se interessam pelo futuro da educação da comunidade luso-americana que não perdessem a oportunidade de demonstrarem publicamente o vosso desejo de verem resolvido este assunto, informando igualmente os vossos representantes políticos do mesmo.

Por seu lado, a CEP.CA, para além de vir a contribuir directamente na elaboração do referido exame, e em antecipação a outros cursos de preparação que poderão criar-se no futuro, está neste momento a oferecer uma oficina certificada de desenvolvimento profissional para professores de Português. O título da oficina é:

Teaching Portuguese in the 21st Century
~ Principles, Practices and Tools
~

Corresponde a 4 Unidades de Crédito ($40 por unidade) atribuídas pela California State University, Stanislaus (Extended Education). A oficina vai realizar-se segundo um modelo híbrido (20 horas presenciais e 40 horas online) e inicia-se a 27 de Outubro, terminando a 6 de Março, incluindo pausa para as férias de Natal.

As instituições de ensino onde existem programas de português (todos os níveis) receberão por correio informações adicionais. Para efectuar a pré-inscrição ou para outras informações, por favor contactar Ana Cristina Sousa através do telemóvel 209-202-0980 ou email acsousa@csustan.edu.

As inscrições são limitadas a 24 participantes (locais, nacionais e internacionais). O programa está disponível aqui.

Caro/a professor/a de Português, contamos consigo!